Evil
Evil: Raízes do Mal
Gênero(s):
Drama
Tipo:
Filme
Duração: 114 min.
Visualizações: 144
Aka: Ondskan
Ano de Lançamento: 2003
Ondskan é baseado no bestseller autobiográfico do escritor/jornalista Jan Guillou.
Erik (Andreas Wilson) é um adolescente que usa os punhos na escola e em casa é espancado pelo seu padrasto. Quando é expulso da escola, sua mãe envia-o para um colégio interno. Nesta sádica instituição de correcção, Erik é agredido pelos estudantes mais velhos. Conseguirá Erik conservar a dignidade sem ser absorvido num vórtice de violência?
O filme sueco nomeado em 2004 para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (perdendo a estatueta para "Les Invasions Barbares" de Denys Arcand) apresenta o estudo de um carismático adolescente vítima de violência física e mental, que controla os seus impulsos violentos com resistência e submissão à dor. Andreas Wilson (modelo convertido em actor) executa um eficaz e penetrante retrato. Ele sustenta um fogo invisível e infernal.
“Ondskan” é uma espécie de “Dead Poets Society” sem o apaixonado e inspirador professor, “Fight Club” vai à escola e “Good Will Hunting” com doses extra de sangue. A instituição correccional evoca o clássico “House of Whipcord” de Pete Walker.
“Ondskan” é um filme brutal, mas também contém lacunas. Existe algum exagero na dramatização de certas cenas, certos dilemas são resolvidos com excessiva simplicidade. Håfström transfere a audiência para uma zona de negrume, mas também fornece a lanterna para os espectadores se desembaraçarem. O final é previsível, mas o filme é bem executado e é um inteligente olhar sobre a natureza da violência e suas repercussões.
Existem melhores filmes do género, mas este drama confidente alberga uma exuberância fresca e singela. É realista, perturbador e revelador.
É uma batalha metafórica contra a opressão fascista na Suécia de 1950. O profundo estudo de personalidade faz desta película uma obra poderosíssima, sustentada pela forma como Håfström retrata notavelmente a sociedade sueca de 50. A época (evocada inclusivamente através dos álbuns jazz de Charlie Parker) representa o pós-nazismo e a película revela as profundas tensões de uma sociedade cujas reminiscências nazis não foram completamente dissolvidas. Neste período histórico as expressões de individualismo eram suprimidas.
O realizador e o actor principal prometem imenso e este filme estreia em Portugal ano e meio após o seu lançamento. Numa altura do ano pautada pelas super-produções de filmes-pipoca sem substância, este prestigiante filme representa uma lufada de ar fresco. O que seria realmente cruel era continuarem a manter as plateias nacionais desactualizadas em relação a obras deste calibre